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Elvas

Projecto "European Global Commodity Services Centre" vai ser implementado no antigo Centro Educativo de Vila Fernando (C/FOTOS)

A Câmara Municipal de Elvas e a Prospect Time International Investiment (Portugal) assinaram na manhã desta quinta-feira, 24 de Agosto, um memorando de cooperação que visa a concretização do projecto "European Global Commodity Services Centre: explorar o modelo e a zona de demonstração denominada 'A Plataforma Portugal Global' seguindo o modelo de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (“Plataforma Portugal”).

24 Agosto 2017

A Câmara Municipal de Elvas e a Prospect Time International Investiment (Portugal) assinaram na manhã desta quinta-feira, 24 de Agosto, um memorando de cooperação que visa a concretização do projecto "European Global Commodity Services Centre: explorar o modelo e a zona de demonstração denominada 'A Plataforma Portugal Global' seguindo o modelo de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (“Plataforma Portugal”).
Na assinatura deste memorando, que se realizou no salão nobre dos Paços do Concelho, esteve o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, e o sócio gerente da Prospect Time International Investiment (Portugal), Lda., Chen Chunsheng.
Este projecto vai ser implementado em Vila Fernando, nas instalações do antigo Centro Educativo, numa área “de 1100 hectares”, afirmou o autarca de Elvas, Nuno Mocinha, que se mostrou também muito satisfeito por estar “aqui hoje a dar corpo àquilo que foi o trabalho desenvolvido”, sendo para isso “readaptar o espaço que se encontra abandonado há anos e com o objectivo de dar-lhe vida”.
Para Nuno Mocinha, a localização de Elvas torna a cidade “estratégica para este tipo de investimento, que promove o desenvolvimento industrial, cultural, turístico, científico e financeiro”, sendo que este será, segundo o autarca, um "dos maiores projectos efectuados em Portugal”.
Assim sendo, as duas entidades assumem, com este documento, o objectivo de cooperar mutuamente com vista a que surjam, benefícios mútuos e ganhos para toda a população, impulsionando o desenvolvimento, estimulando a polivalência económica moderada e o desenvolvimento sustentável.
O projecto vai ainda “estudar e tomar medidas em conjunto, participando no desenvolvimento de Elvas através das áreas de capital, recursos humanos e produção, com foco na agricultura, quintas vinícolas, produção de artigos típicos da região e projectos de turismo e lazer, bem como, estudar e criar activamente medidas políticas que digam respeito à deslocação e emprego transfronteiriços dos habitantes locais.
O primeiro passo tem a ver com a delineação do Plano de Pormenor, em conformidade com o Plano Director Municipal de Elvas, para a construção, em conjunto, do European Global Commodity Services Centre e do Parque Natural de Zonas Húmidas.
Neste âmbito, o objectivo passa por “plantar produtos agrícolas que são alimentícios e medicinais na Medicina Tradicional Chinesa; preservar patrimónios não-materiais reconhecidos pelo Unesco, Portugal ou a União Europeia, concentrando na criação cultural típica dos habitantes locais ; criar uma base logística tendo como centro Portugal e com ramificações que abrangem a União Europeia, América do Sul e África; proporcionar a formação a investidores chineses, e investidores provenientes de regiões e países integrados no eixo “Uma Faixa, Uma Rota” e os habitantes locais que mudam de emprego; e incentivar os habitantes do território do Município de Elvas a trabalhar nas áreas de projectos já referidos, obtendo o desenvolvimento polivalente que junta a produção e a criação de emprego”.
Para além disso, este investimento, na ordem de vários milhões de euros, vai traduzir-se na implementação de um Parque Industrial e Tecnológico, de forma a “evidenciar as vantagens da localização privilegiada de Portugal, por estar numa extremidade da Europa e ter uma aproximação geográfica com a África e a América do Norte, tornando-o num centro global de turismo com capacidade para atrair turistas para aqui e redistribuí-los em direcção a novos destinos, promovendo a entrada de quadros médios e superiores”.
Nesta vertente, vai ser implementada uma Zona de Criatividade Cultural, concentrando os recursos como os profissionais especializados em criatividade cultural, os meios tecnológicos e o capital, explorando alguns produtos culturais como as artes visuais, produções televisivas e cinematográficas.
O projecto resulta ainda no desenvolvimento nas indústrias, realçando as vantagens globais da região, requalificar estratégias de desenvolvimento dos sectores da indústria, estimular o desenvolvimento de polivalência, optimizar o sistema de emprego, criando um aglomerado industrial altamente competitivo ao nível internacional.
Na área do turismo, o projecto passa por redigir em conjunto o plano de cooperação turística, formulando a estratégia de desenvolvimento a longo prazo sobre a cooperação turística em Portugal em conformidade com a política “Uma Faixa, Uma Rota”, impulsionando a cooperação turística, não só restringir ao nível do mercado, mas também estender para as áreas de formação e de regulamentação de critérios de avaliação do sector, reforçando a criação de novos produtos, a supervisão da qualidade, a divulgação conjunta, a troca de informações, a facilidade em diálogos e comunicações, e a comodidade e rapidez na passagem pelas fronteiras, abrindo caminhos para formar um mercado regional de turismo com marcas próprias, construindo um destino de turismo e lazer mundialmente conhecido.
Este projecto inclui ainda a construção de um Centro de Conferências e Exposições, assim como o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, pondo em prática as medidas que facilitem a venda dos produtos industriais e comerciais no mercado doméstico, bem como a ampliação do mercado doméstico das empresas portuguesas que são parceiras da China no Projecto, a fim de estabelecer o sistema nacional de comercialização e distribuição, criando marcas famosas de comércio nacional.
No âmbito deste memorado, o objectivo passa ainda por apoiar as empresas portuguesas a estender a sua cadeia de actividades; promover as empresas que satisfaçam os requisitos para investimento e desenvolvimento na China, realizando a transferência industrial em parques industriais e, em termos de negócios, a construção do sistema protector de propriedade intelectual na Zona do Projecto, aperfeiçoando o Banco de Propriedade Intelectual de Elvas, apoiar o intercâmbio e a cooperação entre as agências de serviços intermediários de propriedade intelectual e encorajar os cidadãos portugueses a adquirir a habilitação de representação de patentes chinesas”.
O memorando é válido até ao dia 31 de Dezembro de 2020.