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Alvarinho, agora também alentejano

Herdade das Aldeias com novas apostas vínicas

A sociedade elvense Herdade das Aldeias lançou recentemente um Alvarinho made in Alentejo com nome genuinamente elvense: “Forte da Graça”.

17 Agosto 2017

A sociedade elvense Herdade das Aldeias lançou recentemente um Alvarinho made in Alentejo com nome genuinamente elvense: “Forte da Graça”.
De cor citrina, viva e resplandecente, este monovarietal de casta Alvarinho possui um aroma fino, muito fresco, com notas citrinas, leve, tropical, flores, sensações minerais e com a vivacidade a ser o perfil dominante Tem uma presença baseada na frescura frutada, com a acidez a nivelar o conjunto.
“O Alvarinho é uma variedade de uva que é muito utilizada e ganhou fama nos vinhos verdes, na zona do Minho e até à zona de Aveiro, e que se está a implementar no Alentejo com resultados muito interessantes”, explica-nos o enólogo residente João Paulo Calado.Novas apostas vinicas da Herdade das Aldeias
Plantadas dentro dos 350 a 400 metros de altitude, as vinhas do Alvarinho estão situadas junto ao Varchotel, na Herdade da Torre das Arcas, concelho de Elvas. É uma zona de maior altitude, o que constitui grande diferença para as castas brancas em relação à zona da Herdade das Aldeias, junto a Juromenha, que é zona de rio, com altitude na ordem dos 250 metros.
O Alvarinho é uma casta que está há muito conceituada e caracteriza-se pela sua frescura e pela sua grande apetência em acompanhar mariscos ou pratos mais fortes como o bacalhau. Consegue ser um vinho de Verão muito versátil.
Estas características faltavam, ainda, no vasto cardápio desta adega sediada no concelho de Elvas e o lançamento do Verdelho veio trazer a mais-valia por ser um vinho fresco, um vinho fundamentalmente estival.
Para João Paulo Calado, produzir um Alvarinho no Alentejo objectiva “marcar a diferença, fazer coisas novas e aumentar o nosso conhecimento enquanto enófilos”.
Paralelamente a esta variedade criada na Herdade da Torre das Arcas, foram plantadas numa nova vinha de dez hectares e meio, situada junto ao nó da auto-estrada A6, perto do Varchotel, duas castas tintas: petit verdot e petite sirah, castas que já existiam na herdade junto a Juromenha, mas em altitudes diferentes. “Pode ser que haja ali grandes surpresas”, refere João Paulo Calado com um semblante luminoso e confiante no rosto.Novas apostas vinicas da Herdade das Aldeias
O petit verdot já está disponível no mercado, mas somente oriundo das vinhas de Juromenha. “É um vinho de perfil muito francês. É fácil de beber e conservou as características que a casta produz nos outros locais, que é o vinho balsâmico, um vinho fresco, com final bastante suave, e um vinho bastante fácil de conseguir enquadrar na nossa cozinha. O petit sirah ainda não está engarrafado”, adianta o enólogo.

Vasta gama disponível

A pensar especialmente no Verão, o Frisante tinto, no seu segundo ano de produção, tem vindo a ganhar adeptos. “É um vinho que agrada bastante nesta altura de Verão”, afirma João Paulo Calado, que nos refere ainda que, “neste momento, já temos quatro vinhos com a designação 'Forte da Graça'. Ao fim e ao cabo, são as nossas séries especiais. Reservamos para o 'Forte da Graça' quase tudo aquilo que é especial”.
A empresa possui dois pontos de venda próprios, na rua da Carreira 13-A e no restaurante Varchotel, mas os seus vinhos também estão disponíveis em grandes superfícies.

Evolução na Adega, que está em ampliação

“A Adega, este ano, cresceu. Estávamos com limitações, uma vez que a área de vinha triplicou desde a última obra que fizemos nas instalações. Este ano conseguimos ampliar para um milhão e meio de litros de capacidade, o que nos vai facilitar a colheita enormemente, porque vamos conseguir colher tudo na altura certa. Uma colheita que é mecanizada, mas onde se tem que colher à mão, porque o produto assim o justifica, continua-se a colher à mão. O produto final é que determina o processo”, explica João Paulo Calado.

Produção também para exportação

Apostar nos mercados. Este um dos objectivos da empresa, embora o crescimento da marca a nível nacional possa ainda ser muito melhorado: “Temos de apostar sempre na exportação, porque é onde está a mais-valia a nível do preço. Em relação ao preço/qualidade que nós temos, lá fora somos considerados vinhos económicos tendo em conta essa mesma qualidade que apresentamos”, congratula-se o enólogo.

JAA