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Romeiros a caminho de Viana do Alentejo onde vão ser recebidos em grande festa

Foi um recorde de cavaleiros logo à partida da Moita. Mais de três centenas de romeiros a cavalo e de charrete integraram a cavalgada. Vêm de várias zonas do país e chegam sábado à tarde a Viana do Alentejo, onde serão recebidos em festa, segundo garantia dada pelo presidente da Câmara, Bernardino Bengalinha Pinto.

Roberto Dores

28 Abril 2017

A 17ª da Romaria a Cavalo regressou à antiga Canada Real, mais conhecida por Estrada dos Espanhóis, através de quintas e caminhos de terra batida, seguindo o carro-andor que transporta a imagem da Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira da Moita. Pela frente os romeiros têm cerca de 150 quilómetros.
“Espero que esta romaria seja ainda melhor que a 16ª e assim sucessivamente”, disse o autarca de Viana do Alentejo, acrescentando que vai estar à espera dos romeiros no Santuário da Senhora de Aires. “Temos uma tenda gigante com animação para quem quiser ficar o fim de semana. Vamos ter uma artista nacional (Raquel Tavares) para que fiquem em Viana, que é isso que nós queremos”, insistiu o edil, sem perder de vista a passagem dos cavaleiros pela freguesia das Alcáçovas onde os chocalhos já têm o estatuto de património da humanidade.
O autarca da Moita, Rui Garcia, destacou que a romaria “junta muitos fatores”, citando a “tradição, a devoção ou a promoção do território”, destacando que a organização tenciona “atrair cada vez mais participantes e transformar esta iniciativa na maior a nível equestre no país”.
A tradição segue domingo rumo à célebre missa campal, em pleno Santuário de Nossa Senhora d´Aires. O mesmo que exibe uma singular monumentalidade para ser o palco privilegiado da Romaria a Cavalo. Com uma arquitetura sublime, o templo parece desligado do mundo, distante da vila, mas entre as terras agrícolas da região. O local de culto nasceu em 1748, devido a uma epidemia que grassou na região.
A tradição secular diz que os agricultores se deslocavam ali anualmente acompanhados pelos seus animais para benzerem o gado durante a procissão em Honra de Nossa Senhora d´ Aires, a padroeira dos animais, aproveitando para pedirem boas colheitas. O ritual seria interrompido há 70 anos, perante a queda da atividade agrícola que conduziu ao abandono da terra, mas seria retomado em 2001.