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Sítio arqueológico no Alentejo destruído por plantação de olival intensivo

A preparação de um terreno para plantação de olival super intensivo destruiu, em meados de Março, boa parte de um dos mais importantes “recintos de fossos” da pré-história portuguesa, na freguesia da Salvada, concelho de Beja.

23 Abril 2017

A preparação de um terreno para plantação de olival super intensivo destruiu, em meados de Março, boa parte de um dos mais importantes “recintos de fossos” da pré-história portuguesa, na freguesia da Salvada, concelho de Beja.

O jornal "Público" avança que como era costume aos fins-de-semana, J.P. [iniciais de uma testemunha que solicitou o anonimato] fazia uma caminhada pelos arredores da Salvada, seguindo o percurso habitual junto a uma pequena linha de água. Foi então que observou, surpreendido, que “estavam a lascar o terreno” no sítio identificado por “Salvada 10”, onde sabia que se encontravam vestígios arqueológicos.

A intensa mobilização de solos deixou “visíveis em diversos pontos do terreno, materiais arqueológicos, nomeadamente fragmentos de cerâmica manual”, acrescenta Ana Paula Amendoeira, Directora Regional de Cultura do Alentejo.

O número de registos patrimoniais identificados permitiram constatar a existência de “uma elevada densidade ocupacional na Pré-História e época romana, destacando-se os materiais atribuídos ao Paleolítico, detectados na envolvente da povoação de Salvada, e as vinte villae romanas”.