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Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA)

Três peças de teatro em Elvas

A cidade de Elvas acolhe três peças de teatro, sendo a primeira “Um Clássico” (dia 10), “Eu, Lélia!” (dia 11) e “Rosa dos Ventos” (dia 12). A vila de Campo Maior recebe três espectáculos, nomeadamente “Os Três Erres” (dia 15), “El Último Café” (dia 18) e “A Mordaça” (dia 25).

09 Março 2017

A quarta edição do Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA) realiza-se entre os dias 10 e 25 de Março, em oito concelhos da região, com a presença de 15 companhias teatrais portuguesas e estrangeiras, entre as quais “Um Coletivo”, de Elvas.

O festival, organizado pela Companhia de Teatro Lendias d’Encantar, de Beja, alarga o público aos concelhos de Campo Maior, Aljustrel e Serpa, mantendo-se em Elvas, Portalegre, Beja, Grândola e Santiago do Cacém.

A vila de Campo Maior recebe três espectáculos, nomeadamente “Os Três Erres” (dia 15), “El Último Café” (dia 18) e “A Mordaça” (dia 25). A cidade de Elvas acolhe três peças de teatro, sendo a primeira “Um Clássico” (dia 10), “Eu, Lélia!” (dia 11) e “Rosa dos Ventos” (dia 12).  

O director artístico da iniciativa, António Revez, revela que o FITA é já uma “marca distintiva”, cujo objectivo é “oferecer uma programação de teatro de elevada qualidade e descentralizada” pelo Alentejo.

Para a quarta edição do FITA, a organização recebeu 150 candidaturas, “mais do dobro” do que tinha recebido para a edição anterior, disse António Revez, frisando que “a adesão de companhias portuguesas e estrangeiras surpreendeu” e é “um indicador de que o festival já é um evento de referência e está a afirmar-se nos panoramas nacional e internacional”.

Culturproject, Paulo Lage e Companhia JGM (Lisboa), Um Coletivo (Elvas), Teatro Experimental do Porto, ASTA (Covilhã), AL Teatro (Silves) e Varazim Teatro (Póvoa de Varzim) são as companhias de teatro portuguesas que vão apresentar espectáculos no FITA deste ano.

As companhias estrangeiras são o Grupo Las Damas (Argentina), Companhia Teatro da Cidade (Brasil), Teatro D' Dos (Cuba), Teatro de la Vuelta (Equador), Proyecto43-2 (Espanha), Teatro Tierra (Colômbia) e Klemente Tsamba (Moçambique).

FITA Elvas 2017

Conheça os espectáculos que sobem ao palco do Cine-Teatro de Elvas

 UM CLÁSSICO - 6ª feira, 10 de Março, 21h30

Um Clássico

Um Clássico atravessa gerações.
Toca a todos (porque trata temas que tocam a todos) porque persiste na memória coletiva.
Um Clássico representa ideias da época em que é criado. Um Clássico representa sentimentos da época em que é criado. Um Clássico mostra paixões intensas e múltiplas. Um Clássico regista a complexidade do seu tempo.
Um Clássico inventa a complexidade do seu tempo. Um Clássico retrata um contexto histórico importante. Um Clássico usa (inesperadamente) uma linguagem inesperada. Um Clássico cria expressões exemplares e inusitadas. (Um Clássico usa sempre o antigo acordo ortográfico?!). Um Clássico não se enquadra em nenhum estilo (e é possível que crie um estilo novo).
Um Clássico é inovador (então mas não era Um Clássico?). Um Clássico repercute-se na vida das pessoas e na vida das (outras) obras. Um Clássico é-nos familiar. Um Clássico nunca pára de dizer aquilo que tem para dizer. Um Clássico é inesgotável. Um Clássico produz efeitos nas consciências. Um Clássico é uma forma de conhecimento. Um Clássico relê-se e redescobre-se. Um Clássico revela. Um Clássico dura. Um Clássico diz não à morte.
É isto que nos proponho criar, Um Clássico.

 EU, LÉLIA - Sábado, 11 de Março, 21h30

Eu, Lélia

A estreia do espetáculo no Festival Periferias e no Festival Internacional de Teatro do Alentejo, em Portugal, é fruto de parcerias com os grupos ‘Chão de Oliva’ (Sintra) e Cia de Teatro Lendias D´Encantar (Beja).
O espetáculo ‘Eu, Lélia’, que ainda não tem previsão de estreia no Brasil, faz parte de um processo de trabalho da actriz Andreia Barros, uma das fundadoras da Companhia de Teatro da Cidade, com o actor, director, professor e pesquisador das práticas do actor, Antônio Januzelli (Janô). Inspirado na autobiografia ‘Vida e Arte – Memórias de Lélia Abramo’, a montagem, por meio de linguagem Narrativa, percorre a vida e carreira da atriz Lélia Abramo (1911-2004).
A proposta da encenação é provocar uma reflexão sobre os fundamentos da arte de representar, as inquietações de um trajeto artístico e de um processo de criação, que não exige unicamente o resultado pronto, mas, acima de tudo, que permita viver profundamente o processo.

 ROSA DOS VENTOS - Domingo, 12 de Março, 17h00

Rosa dos Ventos

"Rosa dos Ventos" é o mais recente espectáculo de "Um Coletivo", o qual estreou na cidade da Horta, nos Açores, no passado dia 3 de Março.
Na apresentação, em Elvas, "Rosa dos Ventos" conta com a participação especial da Escola Primária das Fontaínhas. O espectáculo tem a característica de ser sempre antecedido por um workshop com um grupo de crianças do 1º ciclo, onde é trabalhada a dramaturgia do espetáculo e a cenografia.
"Rosa dos Ventos" é assim um espectáculo que vai sofrendo alterações a cada vez que é feito, especialmente direccionado para miúdos a partir dos 6 anos - o que inclui, obviamente, toda a miudagem graúda que mantém e alimenta o espírito livre da sua criança.