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Évora

Renascença deixa hoje instalações da Arquidiocese

Chega hoje ao fim a presença da Renascença (RR) nas instalações da arquidiocese de Évora, na Rua Vasco da Gama, um desaparecimento que vem deixar a comunicação social alentejana bem mais pobre .

06 Março 2020

Chega hoje ao fim a presença da Renascença (RR) nas instalações da arquidiocese de Évora, na Rua Vasco da Gama.
Num post colocado nas redes sociais em jeito de dolorosa e nostálgica despedida, a Jornalista com J grande do nosso Alentejo, Rosário Silva, anuncia assim o fim de uma presença da RR no edifício da arquidiocese com quase 35 anos, que seriam assinalados no próximo dia 20 de Abril.
Na missiva, Rosário Silva enuncia que “Évora recebeu o primeiro estúdio regional da Rádio Renascença, muito por vontade do saudoso arcebispo D. Maurílio de Gouveia que tudo fez para que a Voz do Alentejo fosse uma realidade, cedendo, sem contrapartidas financeiras, estas instalações.
Cabe-me, a mim, fechar a porta, por isso sinto o dever de deixar uma palavra de gratidão a todos os que contribuíram para a longevidade desta casa, seja do lado da diocese, seja do lado da Renascença.
Não vou nomear ninguém em particular, mas quero que os colegas e amigos que por cá passaram, sintam a referência ao seu nome, na pessoa do nosso querido amigo, Aurélio Carlos Moreira, responsável pela abertura da delegação.
Abro, ainda, uma excepção para trazer, aqui, mais três pessoas. Já não estão connosco fisicamente, mas serão sempre lembradas, com muito amizade: o padre José Alves Gomes, o António Miguel e o Emanuel Gomes.
O ano de 2020 tem esbanjado emoções a nível profissional. O lado afectivo é, para quem trabalha no interior e tem o poder de decisão nos grandes centros, uma parte fundamental do seu equilíbrio emocional, por inúmeras razões que não fazem sentido enunciar neste texto.
Não servem estas palavras para carpir mágoas, mas para assinalar o início de um novo ciclo. Vou continuar em funções, oficialmente, a partir da próxima segunda-feira, em casa, à semelhança do que já acontece com as minhas “colegas regionais” de Chaves, Braga, Viseu e Leiria.
Na verdade, ainda estou a orientar-me em termos de condições de trabalho, mas espero ter tudo orientado até ao final do mês. Até lá, estarei por casa, por aqui, por ali, por acolá…
Para já, podem acompanhar-me na antena da Renascença, quando se justifica, mas sobretudo através do site rr.sapo.pt, onde mantenho uma presença assídua, como vos vou dando conta nesta página. Mas há mais… podem ouvir-me, também, nos noticiários regionais do Norte (Porto e Viseu), enquanto a Rádio SIM não for totalmente “descontinuada”.
Como se percebe, há sempre trabalho a fazer, e as mudanças também nos ajudam a treinar a polivalência (e a paciência), coisa que quem está nas regiões sabe muito bem o que é.
À Arquidiocese de Évora um imenso #OBRIGADA pelas magníficas instalações, no coração do centro histórico, com a certeza de continuarmos a colaborar, como até aqui, em termos informativos.
A minha avó materna dizia uma frase que repito muitas vezes, até para me alentar: “Vamos à vida que a morte é certa!

O Linhas de Elvas felicita todos estes colegas pelo seu trabalho, profissionalismo e entrega que souberam dar a esta profissão, essencial para a liberdade que tanto ambicionamos, pela justiça pela qual lutamos e pela credibilidade que todos esperam de nós.
Numa época onde, infelizmente, já não são só as redes sociais que veiculam e fabricam notícias falsas fomentando bacocos alarmismos na ânsia de serem os parolos do primeira mão sem confirmação, este desaparecimento vem deixar a comunicação social alentejana bem mais pobre e em riscos, como soi dizer-se, de ficar entregue à incompetência e simploriedade de microfones saltitantes.