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Associação Nacional dos Cuidados Continuados considera que

"Cuidados são de Morte e não Paliativos"

"Governo faz dos Cuidados Continuados em geral um verdadeiro negócio à custa da falta de prestação de Cuidados Paliativos aos doentes que deles necessitam".

20 Fevereiro 2020

Ontem, dia 19 de fevereiro, estiveram reunidas em Sintra diversas Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e debateu-se, entre outras questões, os Cuidados Paliativos. Nessa sequência, a Associação Nacional dos Cuidados Continuados endereçou ao Linhas as conclusões retiradas do encontro:  

"As informações prestadas pelas UCCI que têm camas em Paliativos foram unânimes – o Governo faz dos Cuidados Continuados em geral um verdadeiro negócio à custa da falta de prestação de Cuidados Paliativos aos doentes que deles necessitam.

Passamos a explicar:

O Valor diário pago em Cuidados Paliativos é de 109,42€ e o Estado paga a totalidade deste valor. O valor pago em Longa Duração é de 62,43€ sendo que, o Estado apenas paga uma parte deste valor pois há uma parte que é paga pela família.

Existem muitos doentes a aguardar por vaga em Cuidados Paliativos, sendo que as camas nestas unidades estão ocupadas a 50%.

 Isto porque para poupar dinheiro, o Governo apenas manda para estas unidades doentes em fim de vida (daí a ocupação ser de 50%) e que morrem entre algumas horas (após dar entrada) e 1 semana, regra geral. Ou seja, assistimos a Cuidados de Morte e não a Cuidados Paliativos.

 Por outro lado, muitos doentes que necessitam de Cuidados Paliativos são enviados para unidades de Longa duração (e também de Média duração) de forma a poupar dinheiro ao Orçamento da Saúde, e em simultâneo, abusando destas unidades que vêm assim aumentar os seus custos de forma exponencial. Em anexo enviamos a Circular Normativa nº 8/2017 que define os critérios de referenciação de utentes para as Unidades de Cuidados Paliativos.

 É caso para dizer que o sofrimento dos doentes é um negócio para o Governo."